5 coisas para não se dizer a alguém em luto

Possivelmente você tem algum conhecido que neste exato momento está passando por um processo de luto. Pode ter perdido a mãe, pai, um irmão, uma tia, avó, esposa ou namorado. E você talvez não esteja sabendo muito bem o que dizer ou como agir com esta pessoa, e as vezes no ímpeto de querer ajudar, acaba dizendo ou fazendo coisas que podem piorar a situação. Por isto, gostaria de dar algumas dicas:

1 – Nunca diga “Você só fala nisto, hora de falar de outra coisa, bola prá frente!”.
Pessoas em luto são repetitivas sim, e isto é normal, aceitável e você precisa ter paciência com isto. Elas irão dizer inúmeras vezes o quanto sentem falta de quem partiu, ou contar a mesma história engraçada da infância que você não aguenta mais ouvir. Pode ter certeza de que a dor que ela está sentindo é infinitamente maior do que o seu incômodo por ouvir a mesma coisa repetidamente. Ela precisa disto, você também poderá precisar um dia. Seja paciente.

2 – Nunca diga “O meu caso foi pior, porque …”.
Nunca compare dor e, principalmente, tentar diminuir a dor da pessoa. É de extremo mau gosto querer mostrar que você é mais sofrido do que ela, que você já passou por coisas piores, que você é o bambambam dos sofrimentos. Cada pessoa vive a sua intensidade de dor. Para quem nunca perdeu um esposo, avó, irmão ou tia, perder um cachorro é uma dor tremenda. É o que ela está sentindo e só ela sabe da dor dela e de sua intensidade. Respeite isto.

3 – Nunca diga “O problema é que te falta fé, deixe-me falar sobre…”
Eu sei que você acredita que a sua religião tem explicações e respostas que podem ajudar neste momento. Mas se vocês não compartilham da mesma fé, usar este momento de dor para falar de sua religião pode soar oportunista e desrespeitoso. Algumas pessoas chegam a ser irritantes, forçando a orar, ou rezar com quem não quer e se sente desconfortável com isto. Ou querendo dizer que tem “um recado da pessoa que faleceu”, enquanto o enlutado não acredita ou tem até medo de espíritos. Por mais que você acredite e ache bom, é muito importante ter cuidado, pois algumas pessoas se sentem muito ofendidas com isto. Respeite a fé da pessoa, mesmo que ela não tenha nenhuma.

4 – Nunca diga “Já está na hora de você…”
Não queira determinar o que a pessoa deve fazer e, principalmente, forçando-a a tomar decisões que ela pode ainda não estar preparada. Cada pessoa tem um tempo. Alguns irão se desfazer das roupas do falecido na mesma semana, outros irão levar um ano ou mais. Uns irão tirar as alianças no mesmo dia, outros irão ficar com ela por anos. Não existe tempo certo, não existe regra e não existem fases para se ir ticando. Cada pessoa reage de uma forma, com um tempo, e é preciso respeitar isto.

5 – Nunca diga “Nossa, está muito cedo prá você…”
Percebe a confusão que isto cria na cabeça de um enlutado? Uma pessoa diz para ele “Já está na hora de você doar as roupas do falecido” daí ele toma coragem para doar, nisto chega outra pessoa e diz “Mas já? Nossa, não tinha respeito mesmo pelo falecido, já quer se ver livre dele…”. O que é cedo para você, pode ser tarde para outro, logo, sua opinião sobre o tempo das atitudes do enlutado não interessa. Deixe-o decidir e fazer como quiser e no tempo que quiser. E se alguma atitude dele te surpreender, guarde para você! Quem está de fora apenas assistindo tem a impressão de que certas decisões são simples, mas de fato, são um enorme desafio, e a pior coisa que pode ter é quando finalmente se tem coragem de tomar uma ação dolorosa, alguém vir e dizer que está cedo demais.

Agora que você já sabe o que não fazer, dê uma olhada nesta lista com 5 atitudes que realmente ajudam alguém em luto. Certamente elas irão te ajudar ainda mais a ser aquele amigo que ele tanto precisa.

Sobre o autor

Leonardo

Leonardo


A vida me ensinou o que é resiliência me derrubando e não me dando outra opção senão levantar. Me mostrou que mais importante do que planejar, é realizar. Me tirando alguns amanhãs para eu aprender a usar melhor o hoje. E me despertou para o que realmente importa: “Amar com as mãos e viver com o coração”.

co-Fundador da Best Homenagens, Paulistano, Programador, Historiador e MBA em Gestão de Negócios.